Escola de Museologia

Linha do Tempo – Ensino da Museologia no Rio de Janeiro e Minas Gerais

Postado em Atualizado em

O Conselho de Museologia 2ª. Região apresenta aqui a linha do tempo online “Ensino da Museologia no Rio de Janeiro e Minas Gerais” com os principais marcos da história do ensino da Museologia na sua região (RJ, MG e ES), desde o primeiro curso criado no Museu Histórico Nacional, em 1932, incorporado na década de 1970 à Universidade do Rio de Janeiro (atual Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO), até à criação, mais recentemente, dos cursos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Nosso objetivo com esse registro é contribuir para o estudo e a reflexão sobre o ensino da Museologia no Brasil, bem como divulgar sua história para um público ainda mais amplo.

Cláudia Porto, Organizadora
Mariana Silva Santana, Editora
Bruno Brulon & Raquel Villagran, Pesquisa

Para ver uma versão mais concisa da linha do
tempo, clique aqui. A versão detalhada da Linha do
Tempo está publicada mais abaixo.

Agradecimentos
O COREM 2ª. Região agradece a todos os colegas museólogos cujo testemunhos contribuíram com a identificação dos pontos-chave da história da formação em Museologia, e, especificamente, aos conselheiros Bruno Brulon e Raquel Villagran, pesquisadores e compiladores do trabalho ora publicado.

Agradecemos, especialmente:

À UNIRIO

  • Ao Núcleo de Memória da Museologia no Brasil – NUMMUS/ Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
  • Ao projeto de pesquisa Recuperação e Preservação da Memória da Museologia no Brasil, coordenado pelo prof. Ivan Coelho de Sá
  • Ao projeto de pesquisa História da Museologia: o pensamento museológico na estruturação de um campo do saber, coordenado pelo prof. Bruno Brulon.

À UFMG

  • À Profa. Letícia Julião e professores do Curso de Museologia – ECI/UFMG

À UFOP

  • À Profa. Yara Mattos, chefe do Depto. de Museologia da UFOP, e ao Prof. Gilson Nunes, da Escola de Museologia.

CRÉDITO DAS FOTOGRAFIAS DO RIO DE JANEIRO – NUMMUS/UNIRIO
CRÉDITO DAS FOTOGRAFIAS DA UFOP – DEMUL/UFOP

Relogio antigo

Linha do Tempo – Ensino da Museologia no Rio de Janeiro e Minas Gerais

1922: É Criado o Museu Histórico Nacional. Em seu projeto de criação, constava a idealização de um Curso Técnico de Museus.

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Museu Histórico Nacional – Década de 1920

No Brasil, a ideia de um curso para a formação de profissionais em museus – bastante inovadora para a época –, remonta à criação do Museu Histórico Nacional (MHN), implantado por Gustavo Barroso (1888-1959), em 1922, inspirado no modelo tradicional de museu cunhado na Europa. Essa instituição representou um marco, na medida em que funcionou como um laboratório para o desenvolvimento de conhecimentos teóricos e práticos para museus no Brasil, particularmente a partir de 1932, com a criação do Curso de Museus em seu seio e os múltiplos diálogos que se intensificaram com as correntes internacionais. O decreto de criação do MHN, de 1922, previa um curso técnico de dois anos, vinculado a essa instituição, à Biblioteca Nacional e ao Arquivo Nacional. Apesar deste primeiro projeto de curso não ter sido implantado, ele seria o mais antigo antecedente de um curso para formação de profissionais de museus no Brasil.

1932: A ideia de Gustavo Barroso é concretizada. É inaugurado o Curso de Museus na Gestão de Rodolfo Garcia no Museu Histórico Nacional.

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Jornal “Diario da Noite”, de 3 de maio de 1932, sobre a inauguração do Curso de Museus.

O Curso de Museus foi criado pelo Decreto nº. 21.129, de 7 de março de 1932, destinado ao ensino das matérias que interessavam ao MHN. A finalidade do Curso de Museus compartilhava da mesma proposta do Curso Técnico de 1922: o aproveitamento de seus egressos na carreira de Oficial. As disciplinas escolhidas para fazerem parte do currículo também estavam presentes no Curso Técnico pensado anteriormente, com exceção da “Técnica de Museus”, que foi ministrada a partir de 1933. Sobre esta disciplina, ministrada por Gustavo Barroso, pouco se sabe de seu conteúdo nos primeiros anos do seu ensino.

1933: Primeira Turma de Formandos

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Formatura de 1933
  •  Adolpho Dumans
  • Alfredo Solano de Barros
  • Guy José Paulo de Hollanda
  • Luiz Marques Poliano
  • Maria José Paulo de Hollanda
  • Luiz Marques Poliano
  • Maria José Motta e Albuquerque
  • Maria Luiza Lage
  • Paulo Olintho de Oliveira
  • Raphael Martins Ferreira

1939: Primeiro Concurso para Conservadores de Museus

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Fotografia do Concurso para Conservador de Museus – 1940

Em 1939, o Departamento Administrativo de Serviço Público (DASP) realiza o primeiro concurso para Conservador de Museus, classificando os ex-alunos do Curso de Museus, Adolpho Dumans, Elza Peixoto Ramos, Luiz Marques Poliano, Lygia Martins Costa, Maria Barreto, Nair de Moraes Carvalho, Octávia Corrêa de Oliveira, Regina Liberalli, Regina Real e Yolanda Portugal. É então implantada, no país, a carreira de Conservador de Museus, vinculada ao Ministério da Educação e Saúde, esta inspirada diretamente na tradição francesa – carreira a que se tinha acesso por meio de concurso público.

1940: Cresce o número de alunas mulheres matriculadas

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Formatura de 1943
  •  Matriculados em 1937 – 9 (Masculino) / 4 (Feminino)
  • Matriculados em 1938 – 22 (Masculino) / 6 (Feminino)
  • Matriculados em 1939 – 11 (Masculino) / 18 (Feminino)
  • Matriculados em 1940 – 18 (Masculino) / 51 (Feminino)
  • Matriculados em 1941 – 15 (Masculino) / 63 (Feminino)
  • Matriculados em 1942 – 15 (Masculino) / 52 (Feminino)
  • Matriculados em 1943 – 16 (Masculino) / 45 (Feminino)

1944: Primeira Grande Reforma Curricular no Curso de Museus. Oficializou alunos bolsistas / Primeiras Excursões / Divisão de formação entre Museus Artísticos e Históricos.

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Foto do dia da Formatura de 1944

Essa Reforma estruturou o Curso em duas seções: Museus Históricos e Museus Artísticos ou de “Belas Artes”. O Curso, então, começava a ser preparado por Barroso para a sua futura entrada na universidade, tendo a sua duração ampliada de dois para três anos e uma seleção por meio de vestibular. Com a criação do cargo de coordenador, diretamente subordinado ao diretor do MHN, o Curso passa a ter uma administração própria. A professora Nair de Moraes Carvalho torna-se a primeira coordenadora, função que manteve por 23 anos, até 1967.

1948: Criação do Comitê Nacional do ICOM no Brasil

No ano de 1948, dois anos após a criação do Conselho Internacional de Museus – ICOM, é criado o comitê nacional do ICOM no Brasil. Entre os seus fundadores estavam Regina Real e Lygia Martins Costa entre outros profissionais formados pelo Curso de Museus do Rio de Janeiro. Gustavo Barroso, então diretor e professor do Curso, seria o primeiro vice-presidente do ICOM Brasil.

1951: O Curso obtém Mandato Universitário pela Universidade do Brasil, alcançando nível de Curso Superior. O Reitor, que na época era Pedro Calmon, fora um dos professores pioneiros do Curso de Museus.

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Termo de acordo entre o MHN e a Universidade do Brasil

Por meio de um convênio firmado em 12 de julho de 1951 entre o Museu Histórico Nacional e a Universidade do Brasil – mais tarde Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Gustavo Barroso obteveum Mandato Universitário para o Curso. Pedro Calmon, um dos professores fundadores do Curso, era então reitor da Universidade do Brasil. Nesse momento, o Curso de Museus alcança o nível de curso superior, mas ainda se mantinha atrelado institucional e financeiramente ao MHN. Os diplomas e certificados, entretanto, antes registrados na Diretoria do Ensino Superior, passam a ser emitidos pela Universidade do Brasil.

9 – 1956: I Congresso de Museus

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Congresso Nacional de Museus – Ouro Preto, 1956

A partir de 1956, o comitê brasileiro do ICOM (criado em 1948, dois anos após a criação do Conselho Internacional de Museus – ICOM), por meio de uma iniciativa de Rodrigo de Melo Franco de Andrade (1898-1969), então presidente do comitê, cria o Congresso Nacional de Museus, eventos organizados no mesmo ano da conferência do ICOM, seguindo as temáticas propostas pelo Conselho Internacional, então discutidas no contexto brasileiro. Desde este momento, ganhavam ênfase temas que privilegiavam a educação em museus ou o papel social das instituições, que despertavam o interesse da maioria dos profissionais de museus brasileiros.

1963: Criação da Associação Brasileira de Museologistas

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Reunião de Criação da ABM

Em 5 de novembro de 1963 foi criada no país a Associação Brasileira de Museologistas, com a finalidade de congregar os técnicos e cientistas dos museus e seus auxiliares, bem como as pessoas em geral interessadas nos problemas museológicos; zelar pela defesa dos direitos e interesses dos que trabalham em museus e instituições afins; incentivar o intercâmbio cultural e científico dos museus, promover cursos, conferências e difundir os conhecimentos museológicos através de publicações. Foi a primeira entidade de profissionais de museus brasileira e teve entre os fundadores, em sua maioria, egressos do Curso de Museus do MHN. Nesse mesmo ano também foi apresentado na Câmara dos Deputados, pelo deputado federal Muniz Falcão, o projeto de regulamentação da profissão de museólogo e conservador de museus.

1967: Segunda Grande Reforma Curricular. Reorganização de currículo / Modificações na estrutura administrativa / Institucionalização do Estágio

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Formatura de 1967

1969: Criação do Centro de Estudos Museológicos, futuro Diretório Acadêmico de Museologia

Criação do Centro de Estudos Museológicos, futuro Diretório Acadêmico de Museologia
Criação do Centro de Estudos Museológicos, futuro Diretório Acadêmico de Museologia

1970: Anteprojeto para a Criação de uma Escola Superior de Museologia

Em 1968, o então diretor do MHN, Léo Fonseca e Silva, empenhou-se em mudar a denominação do Curso de Museus para Faculdade de Museologia, tendo encaminhado esta proposta à Câmara de Planejamento do Conselho Federal de Educação. A Câmara pronunciou-se contrária ao projeto de mudança de nome, justificando a necessidade de o Curso estar vinculado a uma universidade, e não a uma instituição cultural. É, então, providenciado pelo próprio Fonseca e Silva o anteprojeto de uma Escola Superior de Museologia, apresentado em 1970 ao Conselho Federativo da recém-criada Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara (FEFIEG). Como observa Sá, Apesar de o projeto não ter sido concretizado neste momento, informalmente, o Curso assumiu esta nova denominação que aparece nas carteirinhas estudantis e em outros documentos da época.

1973: Adotado o sistema de créditos

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Formatura de 1973

1974: Primeiro Regimento do Curso de Museus aprovado pelo MEC

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Formatura de 1974

Em 6 de dezembro de 1974, o Conselho Federal de Educação aprovou um novo Regimento do Curso de Museus, homologado pelo Ministro da Educação e Cultura em 29 de janeiro de 1975. Este Regimento apresentava uma concepção mais ampla e engajada dos museus, priorizando a formação em Museologia. Segundo os novos objetivos do Curso, este buscava:

  • formar profissionais e especialistas de Museologia;
  • realizar, desenvolver e incentivar a pesquisa no campo da Museologia;
  • aprimorar processos, métodos e técnicas relativas aos problemas de Museus, e divulgar seus resultados;
  • contribuir, pelos meios ao seu alcance, inclusive em articulação com entidades nacionais e internacionais, para o estudo dos problemas da Museologia, tendo em vista a dinâmica do desenvolvimento do país; e) estender o ensino e a pesquisa à comunidade, mediante cursos ou serviços especiais […]

Como consequência, a antiga divisão em habilitações de Museus Históricos e Museus Artísticos é suprimida e o Curso passa a oferecer uma formação integrada, envolvendo estágios, organização de exposições como partes obrigatórias do novo currículo, bem como uma perspectiva mais conceitual do estudo de museus que se refletiu nas novas denominações das disciplinas.

1974: O Curso passa a ter duração de 4 anos

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Formatura de 1974

1973: Convênio com a CESGRANRIO, definindo uma nova norma de seleção para os candidatos, o Sistema único de vestibular

1975 – Criado o Curso de Museologia na Faculdade de Arqueologia e Museologia “Marechal Rondon” – FAMARO

Em 1975, foi aprovado e criado um novo curso de Museologia na Faculdade de Arqueologia e Museologia “Marechal Rondon” – FAMARO

20 – 1977: O Curso de Museus do MHN é incorporado à FEFIERJ

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Convite de Formatura, Turma de 1978

Em maio de 1977, na gestão de Diógenes Vianna Guerra (1977-1985), o Curso de Museus do MHN é incorporado à Federação das Escolas Federais Isoladas do Rio de Janeiro (FEFIERJ). Essa mudança era um reflexo do crescimento e amadurecimento do curso e da própria noção de Museologia no país.

1977: O Curso do MHN passa oficialmente a se chamar “Curso de Museologia”

Com a mudança do Curso do MHN à FEFIERJ, este tem o seu nome oficialmente alterado para “Curso de Museologia”, mesmo que já fosse denominado assim na sua documentação interna e nas carteirinhas dos estudantes desde o final dos anos 1960.

1978: Curso de Museologia na Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá

Transferida a Faculdade de Arqueologia e Museologia “Marechal Rondon” – FAMARO para a Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá – SEDES, curso que, no nível de uma instituição privada, também formou profissionais para atuar em museus até o início da década de 1990.

1979: A Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro – FEFIERJ, se transforma em UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

1979: O Curso de Museologia é transferido para o Prédio do Centro de Ciências Humanas (CCH) – UNIRIO, à Rua Xavier Sigaud, na Urca

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Formatura de 1983

1981-1982: É criado o Laboratório de Exposições – LADEX

1975: Primeiras Exposições Curriculares

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Exposição feita pelos alunos do Curso, década de 1980

1985: Recriado, na UNIRIO, Departamento de Estudos e Processos Museológicos (DEPM)

Dentro do processo de departamentalização, é recriado o DEPM, com base no primitivo Departamento de 1966, ainda no Museu Histórico Nacional.

1987: Criação do NUPRECON – Primeiro Laboratório específico de Conservação Preventiva, criado no Brasil, pela Prof.ª Violeta Cheniaux

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Profa. Violeta Cheniaux no NUPRECON

1991: Criação da Escola de Museologia na UNIRIO

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Prédio do CCH – UNIRIO

1996: Desativado o Curso de Museologia na Faculdade Estácio de Sá, os alunos são absorvidos pela UNIRIO

1996-1997: Nova Reforma Curricular do Curso de Museologia da UNIRIO

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Formatura de 1996

É implantada uma nova matriz curricular instaurada para sintonizar o Curso de Museologia com uma visão holística do patrimônio cultural e natural, enfatizando a interdisciplinaridade com diversas áreas do conhecimento. O curso, então, paassou a incorporar desde disciplinas das ciências naturais até outras ligadas à área das ciências humanas como a filosofia e a antropologia, ou às ciências sociais aplicadas como a ciência da informação.

2001: Criação de um novo Currículo Mínimo para os cursos de Museologia do Brasil

Em 2001, o Ministério da Educação cria um novo currículo mínimo para os cursos de Museologia do país, influenciado em grande parte pela estrutura do curso da UNIRIO.

2004: I ENEMU, Encontro Nacional de Estudantes de Museologia, Salvador – BA

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I ENEMU

Organizado por alunos da UNIRIO em parceria com os alunos da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Foi realizado de 13 a 17 de dezembro de 2004.

2005: Criado o Núcleo de Memória da Museologia no Brasil, na UNIRIO

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Dulce Ludolf, Nair de Moraes Carvalho, Ecyla Castanheira Brandão, Mariettinha Leão de Aquino e Niuza Carauta, na apresentação do NUMMUS

2006: Criado o primeiro mestrado em Museologia do Brasil e da América do Sul – PPG-PMUS, na UNIRIO

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Logo do PPGPMUS

2006: II ENEMU – Encontro Nacional de Estudantes de Museologia, Ouro Preto – MG

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Alunos do Curso de Museologia com o Ministro Gilberto Gil no II ENEMU – Ouro Preto.

2006: Entrega da Medalha de Honra ao Mérito Cultural à Escola de Museologia da UNIRIO

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Profª Nair de Moraes Carvalho, decana do Curso de Museologia, recebendo das mãos do Presidente da República a Medalha de Honra ao Mérito Cultural, concedida à Escola de Museologia. Ao lado, o Ministro da Cultura Gilberto Gil e a Profª Malvina Tuttman, então Reitora da UNIRIO.

2006: Nova Reformulação Curricular do Curso de Museologia da UNIRIO

O projeto de Reformulação Curricular do Curso de Museologia que começa a ser desenvolvido em 2006, é aprovado em 2007 e implantado em 2008, apresentando o objetivo de tornar o curso compatível com as políticas de currículo propostas pelo Ministério da Educação desde 1997 e com as Diretrizes Curriculares Nacionais, aprovadas em 2001. Desde 1997, quando a última reformulação havia sido implantada, doze turmas de bacharéis em Museologia haviam se formado, e passados quase dez anos da implantação do Currículo anterior, julgou-se necessário uma avaliação e reformulação atendendo às novas diretrizes.

2008: Por meio da Portaria nº 120 de 27 de março, é criado o Colegiado Especial do Curso de Museologia da UFOP, modalidade Bacharelado

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Logo da UFOP

O Colegiado – composto pela professora e museóloga Yara Mattos (na época, atuante no Departamento de Turismo), professor Antônio Luciano Gandini (então diretor do Museu de Ciência e Técnica – MCT/EM) e pelo coordenador do Setor de Astronomia do referido museu, professor Gilson Antônio Nunes – foi formado para elaborar o projeto político pedagógico do Curso de Museologia da UFOP. O projeto foi encaminhado à Pró-Reitoria de Graduação, no dia 5 de maio de 2008, para ser submetido ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, considerando a necessidade de implantação de novos cursos integrantes do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI.

2008: Pela Resolução CEPE Nº 3356 de 19 de junho, é criado o Curso de Museologia da UFOP, por meio da aprovação de seu Projeto Pedagógico

Antecedentes: Uma série de fatores contribuiu para a implantação do Curso de Museologia da UFOP. O primeiro, atribuído ao constante contato da equipe coordenadora do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas da UFOP (MCT) com a administração central da universidade, pela crescente visibilidade que o museu foi galgando dentro da instituição. O segundo, atribuído à criação do Sistema de Museus de Ouro Preto (SIMOP), a partir da construção coletiva dos gestores dos museus da cidade. As ações integradas destes museus e a Política Nacional de Museus (PNM), criada em 2003 pelo Ministério da Cultura, aumentaram consideravelmente a importância do setor na área da cultura, contribuindo para o estabelecimento de um ambiente favorável ao surgimento de um Curso de Museologia em Ouro Preto. Além disso, registre-se no ano de 2004, duas ações isoladas que não se efetivaram: a implantação de um Curso de Especialização em Museologia previsto no planejamento do MCT e a aprovação, pela Assembleia do Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Minas, de um Curso de Especialização em Museologia a Distância, demonstrando o interesse da UFOP pela área.

2008: De 18 a 22 de agosto, inicia-se o Curso de Museologia nas dependências da Escola de Farmácia da UFOP, centro histórico da cidade de Ouro Preto, com atividades especiais na Semana Inaugural

Semana Inaugural do curso 2008 - Palestra do Prof. Ivan Coelho de Sá
Semana inaugural do curso. Palestra do Professor Ivan Coelho de Sá

2008: A Escola de Ciência da Informação da UFMG, em adesão ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), nomeia a Comissão de Planejamento e Desenvolvimento do Projeto Pedagógico do Curso de Museologia

2009: O curso de Museologia da UFMG é autorizado pelo Parecer CG/261/2009, da Câmara de Graduação da UFMG, em 09 de junho de 2009

2009: Pela Portaria Reitoria Nº 215, de 23 de abril de 2009, é criado o Colegiado do Curso de Museologia da UFOP

Este foi o primeiro Colegiado do Curso – COLMUL – composto pelos professores Gilson Antônio Nunes, Yára Mattos (museóloga), Priscilla Arigoni Coelho (museóloga), José Arnaldo Coelho de Aguiar Lima, André Luiz Lins de Aquino, Marcos de Carvalho, Kirlian Marcel Assis Siquara, Washington Luis Vieira da Silva, e pelos discentes Fidel Afonso de Sousa Santos, Alessandra Maria de Moura Freire e Felipe Eleutério Hoffman. A presidência foi exercida pela Profª Yara Mattos.

2010: Criação do Curso de Graduação em Museologia – UFMG

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Logo da UFMG

2010: Criação do Curso de Museologia Noturno na UNIRIO

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Prédio do CCH – UNIRIO

Tendo sido o projeto de Reformulação Curricular de 2006 implantado em 2008, uma Proposta de Alteração da Matriz Curricular é apresentada em 2010 e implantada nesse mesmo ano, visando a criação e implantação do Curso de Museologia noturno, com o mesmo currículo do Curso integral. Mantendo o mesmo referencial teórico do projeto de 2006, a proposta de 2010 amplia o quadro de disciplinas teóricas com a criação de oito disciplinas optativas, que perpassam temas ligados a relações contemporâneas entre os museus e as sociedades.

2010: Tem início o curso de Museologia da UFMG,  com oferta de 40 vagas e entrada anual, no segundo semestre

2011: Criação do primeiro Curso de Doutorado em Museologia no Brasil e na América do Sul – PPG-PMUS, na UNIRIO

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Abertura do I Doutorado em Museologia e Patrimônio

2011: É instituída uma Comissão de Reformulação do Currículo do Curso de Museologia da UFMG, e criado o Núcleo Docente Estruturante do Curso de Museologia

2012: Pela portaria Reitoria Nº 222, de 08 de maio de 2012, é criado o Núcleo Docente Estruturante – NDE – do Curso de Museologia (UFOP)

Núcleo composto pelos docentes Yara Mattos (museóloga), Gilson Antônio Nunes, Ana Paula de Paula Loures de Oliveira, Ana Cristina Audebert Ramos de Oliveira (museóloga), Priscilla Arigoni Coelho (museóloga), Gabriela de Lima Gomes e José Arnaldo Coelho de Aguiar Lima, todos pertencentes ao Departamento de Museologia da UFOP.

2012: Período entre 13 a 16 de maio – Visita à UFOP da Comissão de Avaliação dos Cursos de Graduação e Instituições de Ensino Superior/ DAES/INEP, para avaliação in loco do Ato Regulatório Reconhecimento de Curso

O parecer do INEP foi finalizado e encaminhado para publicação, em 27/07/2012. Foi obtida a nota 04.

2012: Em 27 de junho, pelo site www.revistamusear.ufop.br, é lançada Musear – Revista de Museologia da UFOP – ISSN 2316-4026 – Ano 1 – Nº 1 – Museus no Mundo Contemporâneo.

FOTO: Capa da Revista Musear – Ano 1 – Número 1 – Junho de 2012
FOTO: Capa da Revista Musear – Ano 1 – Número 1 – Junho de 2012

2012: No mês de agosto – solenidade de formatura da primeira turma do Curso de Museologia/UFOP

FOTO: Formatura da prmeira turma
FOTO: Formatura da prmeira turma

2013: 21 de outubro. O Conselho Universitário da UFOP – CUNI, em reunião extraordinária, resolve aprovar a criação da Escola de Direito, Turismo e Museologia – EDTM

FOTO: EDTM – discentes, doscentes e técnicos em reunião
FOTO: EDTM – discentes, doscentes e técnicos em reunião

 2013: O curso de Museologia da UFMG é avaliado com nota 4 por Comissão do MEC

2014: O curso de Museologia da UFMG é regulamentado pela  PORTARIA N° 112 DE 14 de fevereiro de 2014

2014: Em julho, forma-se a primeira turma de Museologia da UFMG

2014: Em novembro, o curso sedia o I Seminário Brasileiro de Museologia (SEBRAMUS)

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Referências:

BARROSO, Gustavo. Relatório do diretor do Museu Histórico Nacional ao Ministro da Educação e Saúde Pública sobre as atividades de 1934, em 10 de janeiro de 1935. Museu Histórico Nacional, Arquivo Administrativo, Relatórios.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Orientação para as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação. Parecer CNE nº 776/97, de 3 de dezembro de 1997.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Diretrizes Curriculares para os cursos de Museologia. Resolução CNE/CES 21, de 13 de março de 2002.

BRULON-SOARES, B.; CARVALHO, L. M. de, CRUZ, H. de V. O nascimento da Museologia: confluências e tendências do campo museológico no Brasil. pp.242-260. In: MAGALHÃES, A. M.; BEZERRA, R. Z. 90 anos do Museu Histórico Nacional em debate (1922-2012). Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2014.

CORBETT, Candida Maria Campello. Possibilidade de fechamento da Faculdade de Museologia da Universidade Estácio de Sá: problemas e consequências. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal Fluminense. Rio de Janeiro, 1992.

Concurso para cargos iniciais da carreira de Conservador. Revista do Serviço Público, Rio de Janeiro, ano 2, vol. 3, n. 1-2, jul./ago. 1939. p. 106-108.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. PARECER CNE/CES 492/2001, publicado no Diário Oficial da União de 9 de julho de 2001.

Projeto de Lei n. 801/1963. Diário do Congresso Nacional, Brasília, 13 ago. 1963, p. 5370.

Regimento e Currículo do Curso de Museus. Parecer nº 4127/74, CFE/MEC, de 06-12-1974. D.O. de 07-02-1975. Grifos nossos. Núcleo de Memória da Museologia no Brasil. Coleção Escola de Museologia.

Relatório do Grupo de Trabalho Ação Educativa dos Museus, do Ministério da Educação e Cultura, em março de 1969. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Núcleo de Memória da Museologia no Brasil, Coleção Regina Liberalli.

SÁ, Ivan Coelho. História e memória do Curso de Museologia: do MHN à Unirio. Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, v. 39, p.10-42, 2007.

SÁ, Ivan Coelho de; SIQUEIRA, Graciele Karine. Curso de Museus – MHN 1932-1978: alunos, graduandos e atuação profissional. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Escola de Museologia, 2007.

SALADINO, A.; ALMEIDA, C. A. F.; SÁ, I. C.; CHAGAS, M. de S. Proposta de alteração da matriz curricular do curso de Museologia (turno integral) e de implantação do curso de Museologia no turno da noite. Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante da Escola de Museologia. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Rio de Janeiro, março/maio 2010.

SCHEINER, T. & PANTIGOSO, M. G. Projeto de Reformulação Curricular. Escola de Museologia, UNIRIO/CCH, Rio de Janeiro, novembro de 1995/agosto de 1996. Consultado nos Arquivos da Escola de Museologia, UNIRIO.

UNIRIO. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. “História”. Disponível em: <www.unirio.br/institucional/historia>. Acesso em: 19 out. 2013.

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Novo Cenário da Profissão – evento do COREM na 11a. Semana de Museus

Postado em Atualizado em

O COREM 2a. Região, com o objetivo de apoiar museólogos e futuros museólogos no exercício da profissão, realizou no dia 13 de maio de 2013 uma mesa-redonda intitulada “Novo Cenário da Profissão“, no auditório da Escola de Museologia na UNIRIO.

Compuseram a mesa:

  • Maria Ignez Mantovani, presidente do ICOM Brasil
  • Telma Lasmar, presidente do COFEM
  • Ivan Coelho de Sà, diretor da Escola de Museologia
  • André Angulo, Diretor de Comunicação Social da ABM
  • Heloísa Helena Queiroz, 1a Secretária do COREM 2R

A mediação coube à Revista Nova Museologia, na pessoa de Felipe Carvalho.

Mesa-Redonda COREM 2013O público praticamente lotou o auditório. Para aqueles que não puderam estar presentes, porém, elencamos abaixo alguns dos principais pontos levantados pelos integrantes da mesa-redonda. Ao final desta página, você poderá acessar também os Power Points enviados por aqueles palestrantes que fizeram apresentações digitais.

1. Maria Ignez Mantovani Franco, presidente do ICOM Brasil:

Maria Ignez deu início a sua fala celebrando a parceria entre as diferentes organizações – ABM, COFEM, COREM, IBRAM e as Secretarias Municipal e Estadual, diferentes esferas dialogando para tornar real a 23a. Conferência Geral do ICOM, que acontecerá no Rio de Janeiro em agosto deste ano. O diálogo, ela acredita, demonstra o amadurecimento da área.

A Conferência Geral do ICOM no Brasil é uma oportunidade profissional inédita, em que os museólogos brasileiros irão se encontrar com profissionais de todo o mundo e mostrar ao mundo o que é e o que faz a museologia brasileira.

No programa da conferência estão previstas várias atividades em diversos museus. Trocas de experiências acontecerão, também, entre os vários comitês internacionais presentes, como o CECA – Comitê Internacional para a Educação e a Ação Cultural (o comitê internacional do ICOM com maior número de brasileiros).

Maria Ignez destacou que haverá tradução para o português de todas as palestras. Está sendo igualmente avaliada a transmissão pela internet, mas ainda é cedo para garantir que essa transmissão ocorrerá.

A presidente do ICOM Brasil defendeu também uma bandeira: que todos os museus e profissionais de museus reivindiquem uma pauta cultural relevante e paralela a todos esses megaeventos que o Rio de Janeiro sediará, de agora até 2016, dos quais as maiores expressões são a visita do Papa este ano, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Inúmeras oportunidades culturais serão possíveis nesses momentos e devem ser aproveitadas, de modo a que se possa mostrar ao público desses eventos a força e a pluralidade da cultura brasileira.

Maria Ignez destacou também as novas áreas da economia da cultura que estão surgindo e que podem ser importantes instrumentos para os museus na criação de novos projetos: dados quantitativos de audiência, por exemplo, como a exposição do Impressionismo, realizada no CCBB do Rio e de São Paulo, que levou cerca de 800 mil pessoas para ver as telas francesas.  É muito importante atentarmos para a necessidade de apresentarmos os dividendos sociais de nossos projetos, de modo a tornar possíveis novas empreitadas.

2. Telma Lasmar, presidente do COFEM:

A presidente do COFEM abriu sua fala explicando a diferença entre bacharel em Museologia e museólogo – é preciso, ela ressaltou, que o profissional esteja registrado no Conselho de sua jurisdição para que possa exercer a profissão de museólogo.

São museólogos aqueles que cursaram a graduação ou fizeram mestrado ou doutorado em Museologia e se registraram no conselho [no caso do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, o conselho é o COREM 2R]. Por isso, Telma pediu que seja denunciado todo o profissional que esteja trabalhando como museólogo mas que não esteja registrado no Conselho Regional de sua jurisdição, pois ele estaria “exercendo ilegalmente a profissão”.

“Não falta trabalho para o museólogo” – disse Telma Lasmar. “Falta emprego”. É importante que o recém-formado pense em outras alternativas, desde trabalhar fora do Rio de Janeiro e dos grandes centros urbanos, até partir para o empreendedorismo, inclusive o microempreendedorismo individual, situação de pessoa jurídica em que incidem menos impostos. A carga tributária para Pessoa Física é muito maior do que a que incide sobre a Pessoa Jurídica, disse a presidente.

Esperar por um concurso pode ser frustrante. O IPHAN teve seu último concurso em 2005, por exemplo. Uma outra possibilidade para o graduado é o magistério, lecionando no campo da cultura. Museologia, de acordo com a lei, só pode ser lecionada por museólogo.

O campo do turismo cultural é outro que abre grandes possibilidades de trabalho, mas é preciso formação complementar.

“É preciso ter coragem e sair do convencional” – disse Telma, que terminou sua palestra dizendo: “O mercado de trabalho é para os bons; os medíocres não têm boas chances”.

3. Heloisa Helena Queiroz, 1a. Secretária do COREM 2a. Região:

Heloísa começou sua fala lendo a carta escrita especialmente por Flávia Figueiredo, presidente do COREM 2a. Região, que se desculpou por não poder estar presente ao evento na UNIRIO devido à Semana de Museus no Espírito Santo, onde ela trabalha.

E continuou apresentando o COREM 2a. Região – seus objetivos, estrutura e funcionamento atual.

Heloísa divulgou o novo site do COREM, sua página no Facebook e ressaltou que o objetivo principal do Conselho, este ano, é tornar o COREM mais ativo e mais próximo dos museólogos e dos museus. Nesse sentido, várias ações estão sendo criadas e serão divulgadas em breve.

A íntegra da palestra de Heloísa Helena Queiroz pode ser acessada no link ao final desta página.

4. Ivan Coelho de Sá, diretor da Escola de Museologia:

O professor Ivan Coelho de Sá começou informando que a nova diretora da Escola de Museologia, Profª. Elizabete de Castro Mendonça, assumirá o posto na semana que vem.

O Prof. Ivan apresentou parte da pesquisa “RECUPERAÇÃO E  PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA DA MUSEOLOGIA NO BRASIL” que vem realizando. A pesquisa tem por objetivo “recuperar e preservar a Memória da Museologia no Brasil a partir da trajetória histórica do antigo Curso de Museus – MHN e da atual Escola de Museologia – UNIRIO, tendo como base a interação: Pesquisa / Acervos e Fontes Primárias, Iconográficas e Orais.”

Alguns números apresentados pelo Prof. Ivan:

  • No curso de museus, de 1932 até 2012, ingressaram 4.990 estudantes e formaram-se 1.902 pessoas.
  • A grande maioria dos estudantes é feminina.
  • O curso noturno, ao contrário das expectativas, apresentou grande evasão.

Detalhes sobre o projeto da pesquisa podem ser encontrados no site da Escola de Museologia da UNIRIO.

5. André Angulo, Diretor de Comunicação Social da ABM:

André Angulo começou sua fala lembrando que, em 2013, a ABM celebra 50 anos de existência e convidando a todos a contatarem a Associação para dividirem experiências e oportunidades de parceria.

Sustentou que há grandes oportunidades para os museólogos, seja no presente, seja no futuro. Um dado importante é que apenas 20% dos 5.565 municípios do Rio de Janeiro têm museus. Destes, muitos são apenas depositários de peças, que precisam da ação do museólogo em várias áreas.

André destacou, em sua palestra, que existem hoje duas possibilidades para o museólogo: o serviço público e o empreendedorismo.

No segundo tipo de atuação, para além dos editais do IBRAM, há editais da Caixa, do BNDES, da Petrobras, a Lei Rouanet e vários outros modos de submeter projetos pessoais ou de empresas constituídas (caso o museólogo constitua uma pessoa jurídica ou se associe a uma para efeito do projeto a ser apresentado).

Outra área de trabalho é o turismo cultural, em que o museólogo pode atuar criando projetos com vários recortes temáticos.

O diretor da ABM deu alguns exemplos de projetos possíveis e se colocou a disposição dos presentes para conversar sobre essas oportunidades.

A palestra de André Angulo foi gentilmente cedida por ele e encontra-se em PPT ao final desta página.

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